Ou seja, os autores do livro e pioneiros na aplicação do conceito de Punk Marketing defendem que está a decorrer uma revolução na sociedade de consumo em que poder passou das mãos do Marketing e da Publicidade para as mãos dos consumidores. Os autores assumem um paralelismo entre o movimento “punk” simbolizado pela irreverência de grupos musicais como os Sex Pistols ou os The Clash foi disrupção na indústria musical dos finais da década de 70, e a necessidade actual de haver uma revolução na indústria do Marketing e da Publicidade, em que haja uma disrupção no modo de tradicional e convencional de comunicar com os consumidores.
“Punk Marketing” é, para os autores do livro, um grito de revolta que remete para a necessidade de divergir do que se faz acutalmente na Publicidade e no Marketing. Neste livro os autores apresentam 15 directrizes para revolucionar a forma de comunicar com o consumidor:
- “Se não arriscar morre.” - É preciso ser diferente e arriscar no modo como se comunica
- “Desafie as regras da indústria.”
- “Não tente agradar a todos”.
- “Não ceda aos clientes.”
- “Não seja controlador.” - O tempo do capitalismo já lá vai, em que era a produção que fazia a oferta. Agora estamos perante uma sociedade de consumo em que o consumidor tem consciência que pode controlar a produção. Por isso é preciso deixá-lo falar e ouvi-lo com atenção.
- “Nunca perca a honestidade.” - Nada como ser honesto para que confiem em nós. O mesmo acontece com as marcas. Errar é humano, por isso um erro assumido pela própria marca pode gerar clientes fiéis.
- “Faça inimigos” - O exemplo que se segue, retirado do próprio livro, permite perceber melhor esta directriz."Quando Sir Richard Branson lançou a Virgin Cola nos Estados Unidos comprou um anúncio de página inteira no New York Times para desafiar o CEO da Coca-Cola para um braço de ferro (o vencido abandonava o mercado norte-americano). Depois, ao estilo de Mussolini, desceu a 5ª Avenida de Nova Iorque num tanque, à procura dele – com as câmaras sempre atrás.” Esta abordagem irreverente, manifestamente contra a marca da concorrência, conseguiu atrair as atenções. Simultaneamente, criou inimigos que acharam a ideia de mau gosto, mas também admiradores da coragem que passaram a gostar mais da marca.
- “Deixe que os consumidores descubram a qualidade da sua marca”
- “Pense à frente dos rivais”
- “Não se deixe iludir pela tecnologia”
- “Mantenha-se fiel às suas vantagens competitivas”
- “Comunique com simplicidade”
- “Aposte na qualidade, em detrimento da quantidade”
- “Use novas ferramentas de marketing.” - Por exemplo blogues e redes sociais
- “Interrogue-se constantemente."
Por um lado, o Punk Marketing vem romper com os costumes do Marketing e Publicidade. O consumidor já está tão habituado e saturado do modo como as marcas tem vindo a comunicar com ele que muitas vezes já nem se apercebe das mensagens publicitárias. Com o Punk Marketing temos a certeza que o consumidor vê a mensagem, mas o modo como ele a assimila pode variar. Os consevadores vêm a mensagem, não esquecem, mas passam a odiar a marca, a vê-la como uma inimiga que vai contra os seus valores, por isso falarão mal dela. E nem sempre o ditado "Falem mal, mas falem" é benéfico. Por outro lado, existiram sempre pessoas, por mais poucas que sejam, que se vão apaixonar pela marca e ver nela reflectida os seus mais profundos desejos de mudar o mundo.
Punk Marketing, ou se ama ou se odeia.
http://cgmkt.wordpress.com/punkmarketing/
Comento aqui a visita: Já passei a dar a nota ao Mood Board e gostei por ser muito mais original (pessoal) que a maioria que copiou e interpretou a partir do trabalho de outros
ResponderEliminarNo que respeita ao trabalho sobre técnicas e terminologias está a ir muito bem. De uma forma geral, gosto da abordagem inovadora e criativa com que aprofunda e detalha os temas. :-)
Obrigada pelo seu feedback. Ainda bem que está a gostar do meu trabalho porque também estou a gostar muito de fazê-lo =D
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